sábado, 2 de maio de 2026

O VOO HÁ 20 ANOS

 

Lá estava eu, com a penas vinte anos de sol na pele e coragem no peito. O trampolim era alto, Mas o sonho era maior. Abri os meus braços pro céu, E me fiz como um pássaro. O corpo riscou o ar; Num mergulho de liberdade. Embaixo, a piscina azul. Em volta, as palmeiras rezavam. E Deus, lá de cima, sorria. Naquele instante suspenso, Entre o chão e o infinito, Eu não sabia ainda, Das batalhas que viriam. Só sabia voar. Era o menino de fé; Que saltava sem medo, Confiando que a água, Abraçaria o meu destino. Hoje, em passos lentos, Ainda carrego aquele salto; Guardado na alma. Porque quem aprende a voar; Nunca mais esquece, Como se chega lá.

Fernando Freire.

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